segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cai número de mães adolescentes, diz IBGE


Número caiu de 14,8% para 11,8% entre 15 e 19 anos


Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a maternidade entre adolescentes, índice que tem repercussão sobre a saúde, escolaridade e inserção no mercado de trabalho das mulheres, reduziu entre os anos de 2000 e 2010. Passou de 14,8% para 11,8% na faixa etária entre 15 e 19 anos.

Entre as capitais, a menor média foi em Belo Horizonte, com 6,5% e a maior média foi em Boa Vista, com 16,9%. Entre os Estados, Roraima e Acre têm os maiores índices (20,1% e 19,9%, respectivamente); Distrito Federal e São Paulo, os menores (8% e 9,1%).

A proporção de adolescentes que tiveram apenas um filho é maior entre pretas e pardas - 14,1% das que têm de 15 a 19 anos são mães, contra 8,8% das brancas. Isso também ocorre se comparadas as regiões urbana e rural - 11,1% contra 15,5%. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a diferença entra cidade e campo é ainda mais brutal - 57,9% das mulheres moradoras de área urbana tinham ao menos um filho, ante 75,9% nas áreas rurais. 

A proporção de mulheres com ao menos um filho caiu em todas as faixas etárias. De 20 a 24 anos, baixou de 47,3% para 39,3%; de 25 a 29 anos, caiu de 69,2% para 60,1%; de 30 a 34 anos, passou de 81,9% para 76%.

Das 49,97 milhões de famílias que vivem no Brasil, 37% eram chefiadas por mulheres. Nas áreas urbanas, essa proporção é maior (39,3) do que nas regiões rurais (24,8%). Nas famílias formadas por casais, a proporção de mulheres responsáveis pela família é menor - 23,8%, quando há filhos, e 22,7%, quando não há filhos. Já nas famílias monoparentais, as mulheres predominam como chefes das famílias (87,4%). Nas famílias com rendimento de até meio salário mínimo per capita, em área urbana, 46,6% eram chefiadas por mulheres. Esse índice é maior do que a taxa média para área urbana, de 39,3%.

Nas famílias com maior rendimento (mais de dois sm per capita), a proporção de mulheres responsáveis é menor - 33,2%, em área urbana.

No Brasil, há 96 homens para cada 100 mulheres

O número de homens ultrapassa o de mulheres nos Estados da Região Norte e no Mato Grosso. O Rio de Janeiro tem a menor proporção de homens para mulheres - 91 para 100.

Na região Norte, a migração intensifica a concentração de homens uma vez que entraram mais homens que mulheres (113,9 homens para cada 100,0 mulheres) e saíram mais mulheres que homens (95 9 homens por 100,0 mulheres). O Nordeste foi a única região que apresentou saldo migratório negativo, e proporcionalmente saíram mais homens que mulheres desta região.

Defasagem escolar

A defasagem escolar caiu mais entre as mulheres do que entre os homens nos últimos 20 anos. Em 1991, apenas 18,2% das adolescentes de 15 a 17 anos cursavam o ensino médio. Em 2010, essa proporção chegou a 52,2%. Entre os rapazes, o desequilíbrio entre idade e série também caiu, mas não tanto - passou de 13,2% em 1991 para 42,4% em 2010.

"O atraso escolar , que atinge mais fortemente os homens, pode estar relacionado aos diferentes papéis de gênero que antecipam sua entrada no mercado de trabalho. Apesar de a maioria dos homens e mulheres de 15 a 17 anos de idade estar apenas estudando, conciliar escola e trabalho ou apenas trabalhar é mais frequente entre os jovens", aponta o estudo.

As mulheres também são maioria no ensino superior - 15,1% das jovens de 18 a 24 anos cursam faculdade; entre os homens, o índice é de 11,3%. A disparidade é maior no Sul e no Centro-Oeste, de cinco pontos porcentuais entre homens e mulheres. "Como resultado dessa trajetória escolar desigual entre homens e mulheres, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens", escreveram os pesquisadores do IBGE.

Elas completaram o ensino superior em maior proporção do que os homens - 12,5% ante 9,9%, daqueles com mais de 25 anos. Também há menos analfabetas (9,1% das mulheres com 15 anos ou mais) do que analfabetos (9,8% dos homens com 15 anos ou mais) em todas as faixas etárias, exceto na parcela da população com 60 anos ou mais. A queda do analfabetismo entre as mulheres foi mais rápida nas áreas urbanas - passou de 10,3% para 7,3%, entre 2000 e 2010, uma redução de 28,6%. Na zona rural, a redução foi de 21,3%. Saiu de 27% para 21,1%.

Mulher contribui com 40,9% da renda familiar

A mulher contribui com 40,9% para a renda familiar; entre os homens, essa contribuição é de 59,1%, revela estudo do IBGE. É a primeira vez que o IBGE divulga esse dado. Entre as mulheres de áreas rurais, a participação feminina no rendimento da família é ligeiramente maior - 42,4%. A contribuição das mulheres é mais importante na zona rural nordestina (51%). E é menor na zona rural do Centro-Oeste (26%).

Quando o responsável pela família era branco, a parcela da contribuição feminina correspondia a 39,7%. Se o chefe da família era negro ou pardo, a contribuição da mulher foi maior: 42%. Nas famílias formadas por casais com filhos, a participação feminina também foi menor (31,7%) do que nas famílias monoparentais (70,8%), quando elas eram responsáveis pelo sustento.

O estudo do IBGE mostra ainda que na maioria dos Estados do Nordeste a contribuição feminina para o rendimento familiar era maior do que a dos homens.

Fonte: Estadão Conteúdo (ANSA)

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