O JOGO
O Palmeiras iniciou o jogo sonolento, parecia anestesiado. O Coritiba se aproveitou dessa instabilidade do adversário e partiu para cima. No entanto, não soube concluir as jogadas, e o goleiro Fábio, apesar de ver a bola passando perto de sua área, acabou não levando sustos. Foi apenas um lapso momentâneo do Verdão, que logo acordou e tomou o controle do jogo. Aos poucos, o time paulista foi se soltando, trocando passes, envolvendo o Coxa e criando chances de gol. Allione e Marcelo Oliveira eram os jogadores mais lúcidos.
O volante, após bela arrancada pelo meio, aos 13 minutos de jogo, deixou Juninho livre para abrir o placar. O gol desestabilizou de vez a equipe curitibana, que, nervosa, passou a abusar das faltas. Leandro Almeida foi o símbolo do descontrole paranaense. Fez pênalti em Lúcio (o juiz chegou a assinalar a penalidade, mas voltou atrás porque o zagueiro do Verdão estava impedido) e depois foi expulso por falta dura em Mouche. Na saída para o intervalo, Henrique e Zé Love discutiram e houve início de confusão, que logo foi controlada.
Mesmo com um a mais durante todo o segundo tempo, o Palmeiras se enrolou. Não conseguiu tirar proveito do homem a mais em campo e foi presa fácil para a marcação do Coritiba. Isso se deve em parte a uma das mexidas de Celso Roth: a saída do atacante Keirrison para a entrada do zagueiro Lucas Claro, recompondo a defesa. Mas também aconteceu pelo excesso de erros de passe do meio-campo palmeirense, principalmente de Wesley - foram 26 erros da equipe, nove apenas do volante. Dessa forma, o Coxa acabou se desdobrando em campo e dominou o segundo tempo. Faltou, porém, maior capricho no toque final por parte dos paranaenses. Assim, prevaleceu o placar do primeiro tempo. Melhor para o time paulista.
Fonte: por Marcelo Braga e Richard Souza


Nenhum comentário:
Postar um comentário